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SINTSAF denuncia em dossiê falhas no Sistema de Saúde de Fortaleza

Documento revela, por meio de fotos e relatos, as principais carências do Sistema de Saúde Pública do Município e as adversidades diárias sofridas pelos servidores

Equipamentos quebrados, estruturas físicas comprometidas, reformas inacabadas e material hospitalar descartado de maneira incorreta. Essas foram algumas irregularidades encontradas pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Saúde de Fortaleza (SINTSAF) durante visita a 21 Serviços de Saúde de Fortaleza, entre Instituto Doutor José Frota (IJF), Postos de Saúde, Gonzaguinhas, Frotinhas, Zoonoses, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Instituto de Previdência do Município (IPM).

As visitas, feitas no ano passado e nos meses de fevereiro e março deste ano, constataram cenário de descaso com a saúde pública. No IJF, por exemplo, além da falta de material e dos equipamentos quebrados, a sobrecarga de trabalho, por falta de pessoal, foi um dos problemas mais relatados, com profissionais alocados em cerca de cinco escalas.

capa dossiê

Já no Frotinha de Antônio Bezerra, as condições de trabalho são insalubres, para os pacientes a situação é ainda mais grave. Durante a visita do SINTSAF, em maio de 2015 e em fevereiro deste ano, os principais problemas persistiram: alocação de pacientes nos corredores do hospital, enfermarias sem infraestrutura e péssimas condições de higiene. Na parte externa da unidade há lixo acumulado, aparelhos hospitalares e material de escritório entulhados, formando focos de proliferação de doenças.

O Dossiê mostra ainda a situação dos Gonzaguinhas. “No Gonzaguinha de Messejana, realizada na primeira semana de fevereiro deste ano, encontramos a emergência obstetrícia vazia por falta de material esterilizado para a realização dos procedimentos. Segundo os servidores, não há kits para o atendimento de emergência, que incluem materiais como pinças e tesouras. Em casos muito graves, em que não há tempo hábil para o encaminhamento a outras unidades, a equipe de atendimento tem de utilizar materiais alternativos e inadequados, voltados para outros procedimentos”, destaca o documento.

Segundo o presidente do SINTSAF, Plácido Filho, a situação encontrada, porém, interfere não apenas na falta de condições de trabalho, mas também no atendimento aos pacientes. “Nosso objetivo é de alertar para o descaso que o sistema público municipal tem passado, interferindo diariamente na vida dos servidores e em toda a população de Fortaleza”, afirma Plácido Filho.

Confira a publicação no link: http://issuu.com/sintsaf/docs/dossi__2016final_3257a408d052b0/1

Helaine Oliveira
Assessora de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Saúde de Fortaleza (SINTSAF)

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